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A agitação jornalística e comentarista

Segunda-feira, 15.02.10

 

O ambiente já se agitou, ele é antenas abertas, fóruns populares, questionários, se quiser Pedro Passos Coelho ligue o número, ouço a voz ofegante da apresentadora... e a repetição da opinião do oráculo de domingo, que não avança e que neste momento só confunde e empata.

E não é só o oráculo a confundir e a empatar, são os jornalistas e os comentadores de serviço, onde é que eu já vi isto?, e tudo isto porquê?

Eu explico: Paulo Rangel teve a ousadia de se candidatar à liferança do PSD.

É por isso que ouço esta frase foleira a uma jornalista, onde nem aqueceu o lugar... Isto é frase que se diga? Céus!

 

Bem, vamos todos é respirar fundo e observar de forma distanciada. Para isso temos de baixar o som da televisão e do rádio sempre que se aproximar algum jornalista agitado ou comentador efervescente.

 

Primeiro ponto: onde é que a candidatura de Paulo Rangel é semelhante à de Aguiar Branco?

Segundo ponto: Já constatei que a candidatura de Passos Coelho é a preferida da generalidade dos jornalistas e dos comentadores de serviço.

Terceiro ponto: Também alguma coisa me diz, mas é só uma intuição, que Paulo Rangel é o preferido dos potenciais eleitores do PSD.

Quarto ponto: Se o oráculo gostava assim tanto de se candidatar, e se os eleitores o preferiam cono nos diz uma jornalista baseada não sei em quê, porque não avança?

Quinto ponto: A primeira coisa que se perdeu nestes anos mais recentes foi a educação básica, o respeito pelo outro nosso semelhante. A segunda, foi a capacidade de observar e reflectir, pela sua própria cabeça, e falar na sua vez. E tudo isto alimentado nas televisões e nos diversos programas de comentário político.

 

As três candidaturas têm o seu espaço e o seu grupo de afinidades no PSD e não se cruzam neste momento.

Pedir a um qualquer candidato que se afaste? A que propósito?

São filosofias de base diferentes, posturas diferentes, estilos diferentes, e perfis completamente diferentes.

Então há uns tempos que não havia ninguém no PSD, agora queixam-se por haver a mais? Decidam-se.

 

A minha opinião pessoal? Sim, adivinharam: Paulo Rangel.

O perfil adequado para uma liderança inteligente, dinâmica, com um propósito claro e bem definido, e que mobiliza vontades.

Mais do que consensos que só dão lugar à existência dos empatas de serviço, é preciso clarificar as posições e os objectivos, o que se quer para o PSD e para o país.

 

Quanto à agitação dos jornalistas e dos comentadores televisivos e radiofónicos, é só uma questão de não os levar muito a sério. Nada de fidedigno nasce da agitação. O que vale a pena nasce sempre da reflexão. Mas, claro!, tudo isto faz parte de uma sociedade em que tudo é tratado como um produto de consumo, em que não há valores ou referências acima de audiências e de outros interesses situacionistas.

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 11:32








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